BNCC: MEC abre o jogo

Interessantíssima reflexão sobre a Base Nacional Curricular Comum (BNCC). Para um não diretivista como eu, a BNCC é um dos absurdos mais fascinantes que a educação brasileira já arquitetou. A proposta original, os tantos fóruns de debates… Tem (ou tinha) tudo para a educação brasileira melhorar bastante em relação ao que temos, se conseguir (ou conseguisse) aplica-la. Não deixei de investir algum tempo nessa interessante leitura. (Arnaldo)

Paulo Saldaña, da Folha, revela que o “Currículo terá habilidades socioemocionais”. “A preocupação em desenvolver na escola competências socioemocionais, como resiliência, liderança ou cooperação, …

Fonte: BNCC: MEC abre o jogo

Publicado em Artigos, ensaios e reflexões, Educação e Política | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Entidades lançam nota de repúdio contra cortes no orçamento nas áreas de educação e ciência — Blog do Pedlowski

NOTA DE REPÚDIO As entidades abaixo relacionadas, que representam comunidades acadêmicas, científicas, tecnológicas e de inovação, vêm a público denunciar a operação desastrosa feita pelo Congresso Nacional na Lei Orçamentária Anual – LOA 2017 com a criação de uma nova fonte de recursos (fonte 900) retirando verbas das áreas de educação e C,T&I. Esses recursos […]

via Entidades lançam nota de repúdio contra cortes no orçamento nas áreas de educação e ciência — Blog do Pedlowski

Publicado em Educação e Política, Uncategorized | Deixe um comentário

(Des) governo Pezão é o responsável pela depredação da Uenf — Blog do Pedlowski

Ao longo de 2016 postei inúmeras mensagens sobre o caos que estava sendo imposto nos dois campi e nas unidades experimentais isoladas da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) pelo descaso com que o (des) governo tratou uma das melhores universidades públicas do Brasil. Hoje o jornalista Esdras Pereira publicou uma nota em seu blog […]

via (Des) governo Pezão é o responsável pela depredação da Uenf — Blog do Pedlowski

Publicado em Educação e Política, Uncategorized | Deixe um comentário

Arte, vandalismo e uma pergunta intrigante

IMG_20161213_144903.jpg

Escolas são prisões? Lateral de prédio na rua que faz esquina com a rua do ISERJ pergunta…

Publicado em Artigos, ensaios e reflexões, Fotos | Marcado com , | Deixe um comentário

Pesquisadores do RJ sem receber: calote chega a R$470 milhões!

Graças ao jornalista Herton Escobar que é repórter especializado em jornalismo científico e ambiental no jornal “Estado de São Paulo” (o ESTADÃO), agora sabemos qual é o tamanho do calote acumulado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) com pesquisadores que atuam no território fluminense apenas para projetos […]

via Matéria do Estadão revela tamanho do calote da FAPERJ com pesquisadores fluminenses: R$ 470 milhões! — Blog do Pedlowski

Publicado em Ciência da Educação, Educação e Política, Uncategorized | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Arrecadação de alimentos aos terceirizados do Iserj: Belo gesto de solidariedade de alunos e professores

Em novembro, com o advento do Dia da Consciência Negra, o grupo de alunos do ISERJ, integrantes do MOB.E – grupo “Mobilização Educacional”, orientado pela professora Malu Melo) – organizou uma série de atividades sob o nome “N’gratitude”. A culminância foi uma feijoada tradicional, que deixou evidente as condições dos funcionários terceirizados da instituição.

Vimos pessoas comendo chorando,  porque estavam comendo a feijoada, mas em casa os filhos estavam com fome

“No evento N’gratitude, fizemos a feijoada sem fins lucrativos,  só para pagar os custos. Mas o número de terceirizados famintos que nos procuraram fez com que distribuíssimos quentinhas, e daí veio a ideia das cestas básicas.  Vimos pessoas comendo chorando,  porque estavam comendo a feijoada, mas em casa os filhos estavam com fome”. É o que me reportou Miriam de Paula, uma das engajadas alunas do Mob.E.

feijoadaMOBE.jpeg

A mesa da feijoada oferecida pelo MOB.E (crédito da foto: Miriam de Paula)

Foi assim que começou uma campanha de doação sem prescedentes, direcionadas a esses funcionários, maltratados pelos meses de trabalho sem salário (consta que estão há pelo menos três meses sem receber, e são funcionários que recebem por volta de salário mínimo). A meta seria uma cesta básica para cada um dos cerca de 70 funcionários. Conseguiram!

Mas não foi fácil. O MOB.E distribuiu cartazes, foi pessoalmente à turmas, colegas, à coordenação, aos professores. Todos ajudaram como puderam. Houve um período em que eles ficaram em dúvida se conseguiriam. Lembro-me de ter chegado certa vez na brinquedoteca, onde estão sediados, já com o prazo para recolher as doações prorrogado, havia sido possivel montar pouco mais de vinte cestas, apenas. Na mesma manhã, porém, o milagre parecia tomar vulto: sacos e mais sacos com os alimentos pedidos não pararam de chegar. Foi muito gratificante ter informalmente ajudado na organização do estoque e montagem de algumas cestas. Imagina os verdadeiros autores da empreitada.

Esse tipo de movimento tem ocorrido e demonstrado que mesmo em tempos difíceis, há como fazer aparecer a solidariedade. Nesse momento, o SEPE Campos busca arrecadar para professores e aposentados com dificuldades pela falta de salários; Na mesma sintonia está a campanha para ajudar estudantes e servidores da Uenf.

Vamos torcer que os organizadores sejam, como a turma do MOB.E aqui do Iserj: criativos, aguerridos e consigam garantir a sobrevivência dos contemplados até que cheguem os salários… Ou surjam alternativas.

Arnaldo V. Carvalho, estudante de pedagogia Iserj.

Publicado em Desafios da Graduação, Iserj | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário

Iserj: Lixo e abandono

Vamos para o recesso em meio a sujeira. Com a redução de funcionários, e os salários dos que sobraram super atrasados, o Iserj é só imundice. Lixeiras cheias, piscina verde-mosquito, chafariz podre-chama-dengue, chão sujo por todo lado.

Que os alunos tem de melhorar seus hábitos, que muitos jogam o lixo no chão, não há dúvidas. Mas quando todas as lixeiras estão lotadas, o vento passa a levar. É verdade, a saída é levar o lixo consigo, colocar em lixeiras públicas, ou juntar o que produziu ao lixo de casa. Já ficaria bem melhor.

Mas isso não muda os fatos, o lixo não é recolhido, a água não é tratada, o mau cheiro dos banheiros é emitido a uma distância inacreditável.

O Iserj parece um estranho mausoleu, abandonado pelo descaso das autoridades.

As coisas pioram com o calor intenso, que deixou nossas últimas aulas bem difíceis. Nas salas de aula, equipadas com ventiladores, muitos não funcionam. Já salas maiores, como a 300, equipadas com ar condicionado e destinadas a seminários, palestra e apresentações de TCC’s, tornaram-se enviaveis pois já faz tempo que a refrigeração nao funciona. A cada chuva, a biblioteca é inundada pelos buracos no teto e perdem-se mais e mais títulos.

Estou me despedindo do ano de 2016 com vergonha de tudo isso. seria confortante se fosse vergonha alheia. Mas como alhear-me do local onde convivo quase diariamente, o ano todo? Tenho a tranquilidade de dizer que meu lixo eu levo embora, além de alguns não meus; Que o Iserj já recebeu minhas mãos pegando em vassouras, que além disso separei donativos, protestei e protesto, ao vivo e nas redes contra a precarização que nos assola. Mas não é o suficiente para não me envergonhar da condição de minha faculdade. Afinal, alguém tem que ter vergonha, já que nossos governantes e nossa justiça parece não saber o que é isso – anteontem, anunciaram que vão contratar garçons para os magistrados e seguem esbanjando em carros e viagens.

Arnaldo V. Carvalho, estudante de pedagogia do Iserj, terapeuta, pai, cidadão fluminense.

Publicado em Desafios da Graduação, Iserj | Marcado com , , | Deixe um comentário