Arrecadação de alimentos aos terceirizados do Iserj: Belo gesto de solidariedade de alunos e professores

Em novembro, com o advento do Dia da Consciência Negra, o grupo de alunos do ISERJ, integrantes do MOB.E – grupo “Mobilização Educacional”, orientado pela professora Malu Melo) – organizou uma série de atividades sob o nome “N’gratitude”. A culminância foi uma feijoada tradicional, que deixou evidente as condições dos funcionários terceirizados da instituição.

Vimos pessoas comendo chorando,  porque estavam comendo a feijoada, mas em casa os filhos estavam com fome

“No evento N’gratitude, fizemos a feijoada sem fins lucrativos,  só para pagar os custos. Mas o número de terceirizados famintos que nos procuraram fez com que distribuíssimos quentinhas, e daí veio a ideia das cestas básicas.  Vimos pessoas comendo chorando,  porque estavam comendo a feijoada, mas em casa os filhos estavam com fome”. É o que me reportou Miriam de Paula, uma das engajadas alunas do Mob.E.

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A mesa da feijoada oferecida pelo MOB.E (crédito da foto: Miriam de Paula)

Foi assim que começou uma campanha de doação sem prescedentes, direcionadas a esses funcionários, maltratados pelos meses de trabalho sem salário (consta que estão há pelo menos três meses sem receber, e são funcionários que recebem por volta de salário mínimo). A meta seria uma cesta básica para cada um dos cerca de 70 funcionários. Conseguiram!

Mas não foi fácil. O MOB.E distribuiu cartazes, foi pessoalmente à turmas, colegas, à coordenação, aos professores. Todos ajudaram como puderam. Houve um período em que eles ficaram em dúvida se conseguiriam. Lembro-me de ter chegado certa vez na brinquedoteca, onde estão sediados, já com o prazo para recolher as doações prorrogado, havia sido possivel montar pouco mais de vinte cestas, apenas. Na mesma manhã, porém, o milagre parecia tomar vulto: sacos e mais sacos com os alimentos pedidos não pararam de chegar. Foi muito gratificante ter informalmente ajudado na organização do estoque e montagem de algumas cestas. Imagina os verdadeiros autores da empreitada.

Esse tipo de movimento tem ocorrido e demonstrado que mesmo em tempos difíceis, há como fazer aparecer a solidariedade. Nesse momento, o SEPE Campos busca arrecadar para professores e aposentados com dificuldades pela falta de salários; Na mesma sintonia está a campanha para ajudar estudantes e servidores da Uenf.

Vamos torcer que os organizadores sejam, como a turma do MOB.E aqui do Iserj: criativos, aguerridos e consigam garantir a sobrevivência dos contemplados até que cheguem os salários… Ou surjam alternativas.

Arnaldo V. Carvalho, estudante de pedagogia Iserj.

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Sobre Arnaldo

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