Matéria da TV Alerj aborda precarização do Iserj

Por Arnaldo V. Carvalho

Essa semana saiu uma pequena matéria sobre a precarização do ISERJ, pela TV Alerj. Tem relevância, mas é preciso que se abra os olhos. O discurso do comissionário Comte Bittencourt é mais um daqueles que, na frente das câmaras clama: “absurdo!”, mas que na prática pouco fará pela instituição.

Não é do interesse. No final das contas, a tal visita da comissão de educação e a reunião ocorrida pareceu mais “para inglês ver”. Para além de minha incredulidade quanto à efetivas ações governamentais, não houve participação ampla da comunidade Iserjiana, a comunicação interna da instituição segue ineficiente, e me pergunto até que ponto é de propósito.

A professora Sandra, que segue na direção geral do Instituto após vencer novas eleições no último mês, cobrou corretamente mais verbas e professores, especialmente concursados. Mas sigo desde minha entrada como aluno em 2015, sem entender porque quase não a vejo, quase não há debate, comunicação clara, direta e abundante com os alunos, porque ficamos sabendo essas coisas pela mídia por exemplo e não diretamente. Voltamos a questão da comunicação.

A matéria também mostrou alunos do Iserj se queixando: A estudante Thamires denunciou que os alunos voltaram a ter almoço dada a pequeníssima quantidade de alunos, já que após quase dois anos de penúria, o Iserj experimenta um esvaziamento inédito. Está certo que foi um pouco penoso observar cobrando “bolinho” no lanche. É porque ela cresceu tendo observado que, nas vacas gordas, a escola serve esses alimentos industrializados como bolinhos e biscoitinhos… Mas Thamires, no valor desse “bolinho” há tantas alternativas melhores!

De qualquer forma, as críticas foram todas justas, tanto dela como do Aurélio, que aliás se colocou muito bem.

Teria sido ótimo se a matéria tivesse dado voz a alunos do superior e um pouco mais aos professores e mesmo funcionários da casa. Mas não dá para esperar tanto de uma TV que pertence a ALERJ, já foi bom demais.

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Links da Semana (4 a 8 de dezembro 2017)

Dezembro desesperançoso para a educação brasileira

-“Há um projeto de destruição do ensino superior público no Brasil”, denuncia professora da UERJ de passagem pela Sorbonne. http://br.rfi.fr/brasil/20171205-rfi-convida-professora-neiva-vieira

– Em 2013, afirmou o Le Monde: “Brasil nunca deu prioridade à educação“. De lá para cá, já no fundo do poço, vem cavando mais e mais. Parece que o objetivo é fazer a educação chegar no pré-sal. http://br.rfi.fr/brasil/20171205-rfi-convida-professora-neiva-vieira

– Entre os piores do mundo em matéria de educação: Matéria criada em 2013 e atualizada em 2015 só não conta das mentiras do governo, das mil maquiagens na máquina educacional para gerar estatísticas menos aterrorizantes. http://br.rfi.fr/brasil/20131203-apesar-de-melhoras-brasil-ainda-e-um-dos-ultimos-em-ranking-de-ensino

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O estado de miséria no Rio de Janeiro e o adoecimento do Instituto de Educação.

 

Estarei testemunhando a metamorfose de um centro de formação para a vida em mausoléu anti-vida? O Iserj será enterrado em cova rasa, como indigente, após um passado de glória e após ter formado profissionais competentes da educação? Após décadas de esforço para no ensino de crianças e jovens, com a qualidade necessária para desenvolverem e se tornarem cidadãos aptos a uma vida produtiva, socialmente honesta e responsável, e protegendo seus dons inatos de serem capazes de serem felizes? Vejam o que aconteceu ontem, 06/12/2017 no Iserj.

Iserj à mingua, mídia, governo, sociedade nem aí, profissionais agonizam e tudo fica por isso mesmo.

Arnaldo V. Carvalho*

É muito triste. Diariamente, pessoas na rua me pedem dinheiro,.comida,.etc. Hoje foram três. Aí você dá boa noite aos porteiros do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (Iserj), e de repente um deles, que você já vê trabalhando há alguns anos por ali pede algum trabalho. “Qualquer coisa, capinar um quintal, qualquer coisa”. “Não recebo há três meses, estou com problemas nos rins e as coisas estão se tornando difíceis”.

“Mas não vou parar. Desculpe a vergonha de pedir, mas não sei o que fazer”.
E a colega ao lado dele intercede pelo mesmo: “mesmo uma cesta básica pode ajudar”.

A situação não é nova. Em fins do ano passado, um grupo de alunos e uma professora aguerrida montou um grande almoço gratuito de natal. Entre os funcionários de serviços menos qualificados, que ganham salario minimo, eu vi, ninguém me contou, vi gente almoçar chorando.

Na verdade, os profissionais do Iserj têm sofrido com os constantes atrasos de pagamento do salário desde 2015. Não é a primeira vez que o salário deixa de ser pago pelo terceiro mês seguido. E os que vivem de salário mínimo, nessa hora, são os que naturalmente enfrentam mais dificuldades. Mas não só eles: há professores, doutores, que por vezes são o esteio de grandes famílias, e mesmo vivendo vidas simples, passaram a acumular dívidas e estão no limite. As pessoas estão adoecendo, literalmente, e para além das questões emocionais concretas, há as psicossomáticas. O funcionário que me abordou, por exemplo, não tem ideia de que por isso mesmo, seus rins comprometidos só vão piorar.

O Iserj é essa síntese da imoralidade de nossa sociedade: a instituição, simbolo vivo da educação, solenemente ignorada e aos poucos, no silencio da omissão, transformada em quarentena de pessoas contratadas, concursadas, trabalhadoras, que agonizam em estado grave e progressivo de miséria.

* Arnaldo V. Carvalho, graduando em pedagogia pelo ISERJ.

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O piano alemão do teatro do ISERJ

Um lindo piano jaz, alquebrado e triste, nos bastidores do teatro do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro. Eu o conheci quando após algum tempo na graduação, finalmente conheci o teatro, quando professores da casa organizaram um festival de talentos interno, gerando confraternização.

Como muitos outros equipamentos e móveis, o piano é mais um símbolo nas sombras do definhar constante do ISERJ, que há décadas vem sofrendo com a precarização, e agora talvez se encontre em seu pior momento. (Arnaldo)

Foto de julho de 2016 by Arnaldo V. Carvalho

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Trabalho de conclusão de curso disserta sobre o método de ensino no Shiatsu e suas possibilidades para a Pedagogia Escolar

Escola de Shiatsu SHIEM

A III Jornada de Iniciação Científica do ISERJ, que ocorrerá nos dias 26 e e 27 de outubro, na sede da instituição (Rua Mariz e Barros, 273, Praça da Bandeira, Rio de Janeiro, RJ), onde nosso coordenador Prof. Arnaldo V. Carvalho apresentará seu pré-projeto de TCC, com título provisório:

ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS APLICADAS NO ENSINO DE SHIATSU

Não se tem notícias de trabalho anterior explorando o assunto. O ensino do Shiatsu no Brasil e no mundo é pouco questionado, pouco debatido, em função da terapia ser originada em um contexto extremamente prático.

Segue aqui, em primeira mão, o resumo do trabalho:

RESUMO

Este trabalho apresenta resultados de pesquisa desenvolvida, no âmbito da escrita do trabalho de conclusão de curso (TCC), a partir das discussões sobre estratégias pedagógicas no ensino de Shiatsu, suscitadas, em grande parte, por leituras e reflexões realizadas no exercício do trabalho pessoal com Shiatsu e no curso de…

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A redação do ENEM e os comentários de Boechat (minha carta aberta a ele)

Arnaldo V. Carvalho

Hoje de manhã, pela rádio Band News FM, o jornalista Ricardo Boechat, cujos comentários costumam acertar muito mais do que errar, falou sobre o tema da redação do ENEM. O tom era de dura crítica, mas os argumentos, menores do que o tamanho deste competente profissional.

Basicamente, ele diz que “mesmo tendo sido bom em redação, mesmo assim enquanto estudante teria ido mal na prova”, comparando a importância do tema com “estudo de borboletas da Turquia” (já não recordo o país exato mas o sentido era esse). Infelizmente, suas palavras rebaixam o sentido da inclusão na escola, desvaloriza a comunidade surda no Brasil, nossa segunda língua oficial (LIBRAS) e única verdadeiramente brasileira. E de outro lado, não alcança o sentido político (logo ele) de se optar por um “assunto branco”.

Por isso mesmo tomei o cuidado de ir ao site de seu programa tecer algumas análises, muito breves para não…

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As Lições de Summerhill

Blog da Cecília

No primeiro post do ano vou falar sobre o livro que acabei de ler, Liberdade sem medo de A. S. Neill. Um livro que indico a todos os pais e mesmo para aqueles que não são e nem querem ser. Explicarei porque.

Esse livro quebrou vários paradigmas que eu tinha em relação a educação de crianças. O mais impressionante é que ele foi escrito há mais de 50 anos e até hoje as pessoas ainda não assimilaram suas idéias.

Pra quem não conhece, Neill fundou a escola Summerhill em 1921 na Inglaterra. Quando escreveu esse livro a escola já existia há 40 anos, ou seja, tudo que ele descreve foi resultado do seu trabalho e sua experiência, não apenas teoria. As crianças descritas já haviam se formado e já eram adultos, então Neill pode demostrar que seu método funcionou e fez, dos que tiveram o privilégio de estudar lá, pessoas…

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